Mato Grosso, Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019     

Mobilidade Acadêmica

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Rodrigo Lara, Noruega - 05/12/2014

 
 
1) Um pouco sobre Rodrigo, onde está estudando no momento e há quanto tempo?
 
Eu sou acadêmico do curso de Engenharia de Produção Agroindustrial de Barra do Bugres. Atualmente estou estudando na Molde University College, em Molde na Noruega.
 
2) Por que você escolheu o curso de Engenharia Produção Agroindustrial na Unemat?
 
Como eu moro em Barra do Bugres desde sempre e gostaria de fazer faculdade lá, então esse curso foi o que mais me chamou a atenção principalmente pela abrangência do mercado de trabalho.
 
3) Como ficou sabendo e como foi o processo de seleção no Programa Ciência sem Fronteiras? 
 
O programa tinha uma boa propaganda que passava sempre na TV. Mas o que deu uma visibilidade grande para o programa dentro da Unemat – Barra do Bugres foi a ida dos primeiros selecionados como o Rodrigo Usizima que está na Austrália. 
 
O processo é longo e cansativo, começou em setembro e terminou em abril. Porque eu tive que refazer o ENEM, fazer o TOEFL (pensa numa prova difícil) e fazer todo o processo de inscrição no site do programa, anexar diversos documentos. Enfim, tem todo um esforço por trás.  
 
4) Você teve ajuda da coordenação do curso ou de outro setor da Universidade?
 
Existem pessoas que me ajudaram bastante como a Professora Cinthia Brigante, a Professora Carla Weber, a Professora Judith Rached, o Técnico Itamar Grubert e a recepcionista Fernanda Cruz. 
 
5) Qual período cursava antes de viajar? A participação no intercâmbio irá alterar o período que pretende (ia) concluir o curso?
 
Eu cursava teoricamente o 9º semestre. Não sou do grupo dos melhores alunos, estou bem longe disso. Estava cursando o 9º, mas com matérias do 4º período para trás. Sim, mesmo já estando atrasado o intercâmbio vai atrasar a conclusão do curso em um ano ou mais.
 
6) Porque você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Brasil?
 
Porque sempre foi um sonho estudar no exterior, a partir do momento que se aprende uma segunda língua você quer sempre colocá-la em prática. Além disso, é uma oportunidade única de vivenciar uma nova cultura, conhecer pessoas do mundo inteiro e um grande diferencial no currículo do participante do programa.
 
7) Como está sendo sua rotina?
 
Tranquila até demais. Na semana eu não tenho aulas na terça-feira e nos outros dias eu tenho aula de 1 matéria, ou seja, 4 matérias e 3 horas de aula por dia. No Brasil era uma loucura, eu fazia 8 matérias e ainda era professor de inglês para mais 10 turmas entre duas escolas. Ou seja, aqui estou quase de férias porque eu tenho 12 horas de aula por semana, no Brasil eu tinha isso por dia entre faculdade e escolas.
 
8) Até agora qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estadia no exterior?
 
A maior facilidade é sem dúvidas a estrutura e apoio por parte da faculdade. É incrível ver tudo funcionando tão perfeitamente. Também vale citar a fluência dos noruegueses na língua inglesa, é fantástico ver que praticamente toda a população fala inglês fluentemente. 
 
Em relação as dificuldades, a saudade de casa, da família, dos amigos e dos meus alunos é a principal. Por mais que a rotina aqui está muito leve, sinto falta da loucura, da correria. Me acho mais eficiente quando tenho muitas coisas para fazer, se não fico procrastinando. Em relação as aulas, é muita coisa pra ler e só tem uma prova por semestre gigante, 5 horas de provas e não consigo fazer todas as questões por falta de tempo.  
 
9) Você está sofrendo algum choque cultural?
 
Cultural não. Mas climático sim. Gente, cadê o sol nesse lugar? Agora em dezembro, ele aparece lá pelas 10 da manhã e se põe as 3 da tarde – ai 4 horas da tarde já está escuro e eu que já gosto de dormir, com tanto escuro durmo ainda mais. 
 
10)  Você tem/teve ou terá férias?
 
Sim. De 18 de Dezembro a 10 de Janeiro. 
 
11)  Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade do nosso curso da Unemat?
 
Nesse  primeiro semestre cursei: Transporte e Turismo, Design de Pesquisa (Survey), Gestão de Logística e Operações, Transporte e Distribuição Internacional, Gestão de Logística e Operações tem correspondente na grade como Planejamento de Controle da Produção 2. 
 
12)  A bolsa que recebe do Programa CsF é suficiente para suprir suas necessidades no país em que está vivendo?
 
Sim. No entanto, tem que ser bem regrado. A Noruega é um país muito caro, mas muito mesmo. Por exemplo, cheguei a pagar 145 reais para cortar o cabelo (no Brasil cortaria 14 vezes e sobrava dinheiro). Então, comer carne de gado, beber cerveja (ainda bem que não gosto muito) e comer fora são coisas que não tenho condições de fazer mesmo. 
 
13)  Como está sendo a experiência? 
 
Perfeita. É a realização de um sonho. Existem estudantes de 45 países nessa faculdade e é incrível conviver com diferentes costumes, pessoas, idiomas e todos vivenciando uma nova cultura, um novo clima e etc. Acredito que todos deveriam tentar participar de um intercâmbio porque como diz a frase do Neale Donald Walsch – “Life begins at the end of your comfort zone” – “A vida começa no fim da sua zona de conforto”.


Luane Caroline, Japão - 31/08/2015

Legenda: Em frente da universidade-campus de toyosu

 
Luane Caroline Aquino Cavalcanti, discente do curso de Ciência da Computação em Barra do Bugres, bolsista pelo Programa Ciência sem Fronteiras no Japão
 
 
1) Um pouco sobre Luane, onde está estudando no momento e há quanto tempo?
 
Olá, me chamo Luane, curso bacharelado em Ciência da computação na UNEMATBarra do bugres. Fui selecionada pelo programa Ciência sem fronteiras para estudar no Japão na universidade chamada Shibaura-SIT (Shibaura Institute of Technology), por um período de 1 ano (setembro de 2014 a agosto de 2015).
 
2) Por que você escolheu o curso de Ciência da computação na Unemat?
 
Depois de decidido cursar Ciência da computacao, pesquisei universidades do Mato Grosso que ofereciam o curso. Escolhi a UNEMAT depois de levar em consideração distância da minha cidade de origem, custo de vida e conceito da universidade.
 
3) Como ficou sabendo e como foi o processo de seleção no Programa Ciência sem Fronteiras?
 
Fiquei sabendo sobre o programa Ciência sem fronteiras através de notícias na internet. Porém o que me levou a me increver, foi o conhecimento de que universitários da UNEMAT de barra do bugres haviam conseguido ser aprovados no programa pra australia e hungria.
O processo de seleção do Ciência sem fronteiras envolveu duas etapas: ser aprovado pela CAPES (Coodenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior) e depois pela Universidade japonesa. A CAPES avalia a nota do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e do teste de proficiência em inglês. O teste de proficiência em inglês fiz em Cuiabá e foi gratuito TOEFLITP.
Depois de aceita pela CAPES, foi a vez da seleção pela universidade japonesa. Nessa etapa pude escolher 3 opções de universidades e preencher um formulário sobre os motivos da escolha de
cada uma. Na minha segunda opção (universidade Shibaura) fui aceita e então aprovada no programa.
 
4) Você teve ajuda da coordenação do curso ou de outro setor da Universidade?
 
Tive apoio da coordenação do curso de Ciência da computação além da coodernação da mobilidade acadêmica de Cáceres, em ambos pude consultar e tirar dúvidas antes e durante a minha estadia no Japão.
 
 
Legenda: Cerimonia de abertura das aulas de outono. Com os brasileiros bolsistas de shibaura
 
 
5) Qual período cursava antes de viajar? A participação no intercâmbio irá alterar o período que pretende (ia) concluir o curso?
 
Estava cursando o terceiro semestre na UNEMAT antes de vir para o Japão. A participação no programa irá alterar a conclusão do curso na UNEMAT. Isso porque no Japão a carga horária é bem menor, além disso tive algumas metérias atipicas, ou seja, que não existem no currículo do curso, por exemplo estudo de campo (observação de uma área de conservação do ambiente).
 
6) Porque você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Brasil?
 
Decidi fazer parte da graduação no Japão porque queria ter a experiência de estudar num país desenvolvido, vivenciar uma cultura global e tão diferente da nossa. Além disso queria entender o que eles fazem que dá tão certo, porque é tão desenvolvido e seguro. O que tiro de conclusão da cultura japonesa é que não se consegue nada por mágica, mas sim por disciplina, respeito, estudo e trabalhar muito duro.
 
7) Como está sendo sua rotina?
 
Na universidade tinha 10 horas de aula por semana, além de frequentar o laboratório quando não tinha aula. O laboratório não havia obrigação mínima de presença, e eu tinha a liberdade de estudar o que quisesse, além de poder consultar/tirar dúvidas com o professor.
 
8) Até agora qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estadia no exterior?
 
A princípio tive um pouco de dificuldade com a língua , porque não tinha conhecimento do japonês, e só o inglês ajuda muito mas não é tudo. Porém não tenho duvida de que tive muito apoio da universidade e do dormitório em que estive, que aliás tinha uma funcionária brasileira que auxiliou muito também. Outra dificuldade foi pegar o trem certo, porque Tóquio tem uma enorme linha de trem e metrô alem de trem local, expresso, semi expresso e rápido. Então nas primeiras semanas tive experiência de pegar trem errado e ir para num lugar bem fora da rota :/ . Porém depois de 3 semanas estava bem mais adaptada e com internet, google translate e google maps a vida ficou mais prática, porque já conseguia ir para os lugares sozinha. 
A vida no Japão é muito prática, o trem é muito pontual, a segurança é enorme, existe lojas de conveniência por todo lugar e a qualque hora, o povo é muito educado e prestativo.
Esses aspectos tornaram a estadia no Japão muito prática e sem problemas.
 
 
Legenda: Onibus da universidade, rota da estacao de trem ate o campus de Omiya
 
 
9) Você está sofrendo algum choque cultural?
 
Sim, não sei por onde começar hehe. Todos os dias eu me surpreendia com algo, além de que o ritmo aqui é bem acelerado, uma avalanche de informações, eventos, pessoas, produtos.
Sem dúvida os japoneses me chamaram muito a atenção desde o princípio, são muito educados, disciplinados, usam intensivamente máscaras cirúrgicas para não pegar gripe, quietos, sérios, dão a vida pelo trabalho, mas também tem o seu lado divertido, são ficcionados por mangás (história em quadrinhos japonês), cosplays, além de saquê (álcool japonês).
A comida é bem diferente do Brasil, porém muito variada, e é facil encontrar comida de vários países. O mais famoso prato japonês é o sushi, mas esse não é o prato de todo o dia. A refeição aqui consiste em arroz, miso-soup(sopa japonesa), tofu (queijo de soja fermentado) natto (soja fermentada), carne de porco, frango e peixes. O feijão existe aqui também, mas é usado para preparo de doces. Comida e especialmente frutas são muito caras, por exemplo uma maçã aqui é R$ 8,00, melância de 1 KG custa R$ 20,00, etc. Logo que cheguei me surpreendi com a quantidade de máquina de venda automática, que vendem de tudo desde bebidas, comida, banana e até peças de roupa intima. Além disso há muitas lojas de conveniência 24 horas por todo lugar.
O clima é muito variado, as quatro estações são bem definidas, no inverno (dezembro á fevereiro) a sensação térmica foi de até menos zero grau celsius, já no verão(junho á agosto) o calor é de sensação de 40 graus celsius. Além disso terremotos e tufões de menor escala são normais.
 
10) Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade do nosso curso da Unemat?
 
Cursei matérias como: Sistemas de informação Geográfica, Análise numérica, Designer de software, Língua japonesa, Observação do meio ambiente, Robótica, Sistemas Operacionais. No primeiro semestre as matérias oferecidas em inglês eram poucas, só no segundo semestre que aumentaram a aferta. Além disso na universidade do Japão o foco não são as matérias e sim as atividades no laboratório, que consiste em fazer perquisas e colocar em pratica conceitos aprendidos nas aulas. 
A grade não tem muita correpondência com o curso da UNEMAT, na matéria de engenharia de software posso obter algum crédito. Quando retornar da mobilidade vou pedir ajuda da coordenação do curso pra analisar o que posso obter de crédito .
 
12) A bolsa que recebe do Programa CsF é suficiente para suprir suas necessidades no país em que está vivendo?
 
A bolsa é suficiente para se manter aqui. Apesar de Tóquio ser uma cidade muito cara como transporte, comida e dormitório, mas não tive problemas com falta de recursos do programa pra morar .
 
 
Legenda: Monte fuji, a montanha mais famosa do Japao - 3.776 metros
 
 
13) Como está sendo a experiência?
 
A experiência tem sido ótima, tive convivência com uma cultura tao diversa da nossa, e fascinante. Agradeço muito por ter tido a oportunidade e experiência de estudar no Japão, gostaria de poder fazer com que o Brasil tivesse um pouco das caracteristicas daqui, como disciplina, segurança, compromisso (seguir as regras, fazer o certo), senso de comunidade, honestidade e menos desigualdade social.

 


Carlos Cristóbal Vela Garcia, Peru

Entrevista com Carlos Cristóbal Vela Garcia, aluno da Universidade Nacional da Amazônia Peruana - UNAP em mobilidade acadêmica na UNEMAT

 

Um pouco sobre você, onde está estudando no momento e há quanto tempo.

Meu nome é Carlos Cristóbal Vela García, tenho 23 anos de idade, sou de nacionalidade peruana, nascido na cidade de Iquitos, capital do estado de Loreto. No momento, meu estado civil é solteiro. Iniciei meus estudos superiores aos 17 anos numa instituição tecnológica no curso de agropecuária. Atualmente estudo na Universidade Nacional da Amazônia Peruana – UNAP, Faculdade de Zootecnia no curso de Engenharia em Zootecnia, na cidade de Yurimaguas, do Estado de Loreto. Pelo esforço, ajuda de meus pais e pela graça de Deus, estou realizando o Estágio Supervisionado, depois de ter cursado 10 semestres do curso de Zootecnia nestes últimos 5 anos.

Por que você escolheu o curso de Zootecnia na UNEMAT?

 A escolha do curso de Zootecnia na UNEMAT ocorreu pelo fato de a grade curricular conter algumas disciplinas diferentes da minha grade, além do fato de o campus de Pontes e Lacerda ter o Laboratório de Análises de Alimentos e Nutrição Animal, o qual despertou em mim a vontade de conhecer e aprender coisas novas.

Como ficou sabendo e como foi o processo de tramitação no Programa de Mobilidade Acadêmica?

Fique sabendo do programa de mobilidade da UNAP com a UNEMAT por intermédio do Prof. Me. Jorge Miguel Perez Vela, professor do curso de Agronomia na UNAP. O referido professor conseguiu obter o convênio devido ao vínculo que ele tem com a UNEMAT há tempo.

O processo foi muito complicado, pela burocracia existente na Universidade em que estudo, mas, com a ajuda do professor Miguel, consegui contatar-me com a professora Eloisa, diretora de mobilidade acadêmica no período. Ela forneceu as informações necessárias para que eu pudesse fazer o intercâmbio na UNEMAT. O documento mais importante que eu precisava era uma carta de apresentação dirigida pelo reitor da UNAP. Em março de 2012, enviei uma solicitação à Secretaria de Assuntos Acadêmicos da Universidade que estudo e em novembro do mesmo ano foi emitido o aceite. Pela perseverança e pelo desejo de superação, consegui obter esse documento e, assim, fui aceito como aluno de mobilidade na UNEMAT.

Qual o apoio que você tem recebido por parte da UNEMAT?

Durante minha estada na UNEMAT, estou recebendo moradia no campus de Pontes e Lacerda; também tenho a facilidade quanto ao transporte para ir à cidade e realizar algumas compras. Além disso, pelo apoio do professor Me. Osvaldo Martins de Souza, Coordenador do Campus de Pontes e Lacerda, recebi o apoio para a compra dos materiais que utilizarei na execução de minha monografia.

Por que você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Peru?

Foi com a finalidade de conhecer a realidade cultural e social do Brasil, que na área que estou realizando a graduação é muito interessante no que diz respeito aos aspectos pecuários e produtivos, além de enriquecer meu currículo e aprender novas tecnologias da área de Zootecnia.

Até agora, qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estada no Brasil?

Durante minha estada no Brasil, está sendo fácil participar de eventos culturais, devido a seu baixo preço e pelas constantes oportunidades de neles participar. Tenho a facilidade de adquirir aparelhos eletrônicos, que são fundamentais para os estudos, sem precisar de muita documentação. Com relação às dificuldades, a principal é a comunicação com meu país de origem, pois é muito difícil encontrar postos telefônicos que apresentem tarifas menores para ligar a outro país. Outra dificuldade é a alimentação, que é mais onerosa em comparação com meu país, na qual o almoço custa em média S/. 6,00 (soles), equivalente a R$ 4,20; no Brasil, um almoço custa, no mínimo, R$ 8,00.

Qual o período que você ficará no Brasil no programa de mobilidade?

O programa de mobilidade oferece uma permanência de no máximo um ano, porém, permanecerei um semestre, pois terei que voltar ao Peru para finalizar meu estágio e a monografia, para, consequentemente, graduar-me como Engenheiro Zootecnista em novembro desse ano.

Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade de sua Instituição de Origem?

No curso de Zootecnia oferecido no campus de Pontes e Lacerda, estou cursando as disciplinas de Apicultura, Avicultura, Bovinocultura de Corte, Cães e Gatos, Nutrição de Ruminantes, Tecnologia de Produtos de Origem Animal, Suínos e uma disciplina no curso de Letras, que é Produção de Texto e Leitura. Não há, na grade de meu curso de origem, as disciplinas Tecnologia de Produtos de Origem Animal e Produção de Texto e Leitura.

Além das disciplinas cursadas, participa de outras atividades como pesquisa e/ou extensão?

Sim. Estou participando de alguns projetos de pesquisa que são realizados no Laboratório de Análises de Alimentos e Nutrição Animal do curso de Zootecnia e nos setores com animais (codornas, frangos de corte e ovinos). Além disso, participei, com um grupo de acadêmicos, de um ciclo de palestras sobre alimentação e nutrição de cães e gatos, realizada na escola CEPEL de Pontes e Lacerda.

Como está sendo sua rotina?

Assisto às aulas das disciplinas do curso de Zootecnia diariamente e, nos momentos livres, tenho apoiado os projetos de pesquisa. Também vou até a cidade duas vezes por semana para realizar compras e estudando no curso de inglês na cidade. Essa é uma breve descrição de minha rotina.

Como está sendo a experiência?

A experiência tem sido ótima; estou conhecendo novas pessoas, fazendo novas amizades, adquirindo conhecimentos indescritíveis, além de aprender uma nova cultura com costumes, comidas e tradições totalmente diferentes do que tinha vivido até o momento. Tudo isso ocorreu pela graça de Deus.

 


Rodrigo Usizima da Silva, Austrália

Entrevista com Rodrigo Usizima da Silva, aluno do curso de Engenharia de Alimentos da UNEMAT em mobilidade acadêmica na Universidade de Queensland, Austrália, pelo Programa Ciência Sem Fronteiras

Acad?mico Rodrigo Usizima da Silva

Você poderia se apresentar?

Olá pessoal! Me chamo Rodrigo Usizima da Silva e fui convidado pela Profª. Drª. Maristela Cury Sarian, Diretoria de Gestão de Mobilidade Acadêmica da Unemat, para contar um pouquinho da experiência que tive até agora.

Tenho 21 anos, sou acadêmico do curso de Engenharia de Alimentos no campus de Barra do Bugres e agora estou realizando mobilidade acadêmica pelo Ciência sem Fronteiras, programa financiado pelo Governo Federal por meio da instituição de fomento CNPq. Atualmente estou morando em Brisbane, Austrália, e estudando inglês acadêmico no ICTE-UQ. No dia 24 de fevereiro começará a minha vida de acadêmico na University of Queensland.

Como foi o processo de concessão da bolsa?

O processo da concessão de bolsa para a Austrália foi bem longo e com alguns imprevistos. As maiores dificuldades foram ir para São Paulo duas vezes, uma para o TOEFL ,pois não tinham datas disponíveis em Cuiabá, e a outra para exames médicos para o visto que só são realizados por certos médicos, além das despesas geradas com visto e documentos. Durante o processo, recebi ajuda de amigos e familiares, não apenas com informações, mas como também financeira. Alguns represantantes da Unemat me ajudaram também com as documentações e trâmite interno, como as professoras Maria Eloisa Karolczak, Maristela Cury Sarian, o professor Edmilton, do campus de Barra do Bugres, o funcionário Gabriel Schardong Ferrão e a ex-professora Monika Kruger.

Todo o esforço e gastos estão valendo super a pena. O custo de vida na Austrália é bem caro, mas a bolsa que recebo do CNPq é mais que o suficiente e, economizando, ainda dá pra conhecer vários lugares legais durante as férias.

Terminei o sétimo semestre antes de vir para a Austrália e vou atrasar um ano e meio e talvez dois anos devido à mudança de grade do meu curso, mas não sei nada concreto até agora. Aqui tem disciplinas iguais às da Unemat e outras similares, no entanto, já as cursei no Brasil. Depois de pesquisar muito, achei poucas que poderei reaproveitar, e, assim, talvez diminuir o tempo de curso restante aí. Também vou cursar disciplinas diferentes, mas relacionadas ao meu curso e tê-las como disciplinas complementares.

O que te levou a se inscrever no Programa?

Decidi me inscrever no programa pois sabia que seria uma oportunidade única e está sendo. Conheci pessoas de todas as partes do mundo, principalmente asiáticos. O intercâmbio está abrindo a minha mente como nunca imaginei. A cada dia, conheço pessoas novas, culturas novas, experiências novas e lugares novos. E também porque seria bom estudar em uma universidade com tão grande reputação e aprender o que não aprenderia no Brasil.

 

Como é a sua rotina?

A minha rotina atual é bem simples, mas um pouco diferente da anterior. Tenho bastante horas de aula em todos os dias de semana. Como o curso é de inglês acadêmico, os professores focam no IELTS, outro teste como o TOEFL, e em conteúdos e vocabulários mais específicos. Nos cursos anteriores eu tinha que escrever muitas redações durante as aulas sobre tópicos acadêmicos. E, às vezes, trabalhos de até 1500 palavras e com referências, tudo para preparar para a vida na universidade. Até apresentações tive que fazer. Assiduidade é levada bem a serio aqui: se o aluno não tiver 80% de presença, o aluno certamente é deportado. 

Algo que achei diferente é que eles consideram o almoço como uma refeição não muito importante. Geralmente comem um sanduíche ou algo do tipo. O período de almoço é de 1 hora, então, tenho que levá-lo pronto  e aquecer na universidade se eu quiser economizar dinheiro. Moro em uma casa com mais duas brasileiras localizada perto de um centro comercial e há 30 minutos de distância se eu for andando; no entanto, uso mais os ônibus, os quais são super pontuais e apesar de ser um pouco caro, ganho alguns benefícios, como passagens de graça após a nona vez durante a semana. Devido a isso, muitos vão para cidades de praias bem aqui perto de trem nos finais de semana. 

Quais foram as dificuldades que você encontrou?

Me deparei com muitas dificuldades aqui, como entender o inglês australiano. Sinceramente, eles falam com muita preguiça, pois os sons saem totalmente diferentes, e também com muitas gírias que só tem aqui. No começo não sabia nem o que comprar no supermercado, estava totalmente perdido. Até hoje não sei comprar carne direito, o que é super caro. Outra coisa difícil é fazer amigos realmente australianos, pois convivo apenas com estrangeiros e os autralianos são meio fechados para amizades. No mais, está tudo ótimo. As pessoas são super educadas e prontas para lhe ajudar.

Quando o assunto é o clima, aqui é quente como no Mato Grosso, só que mais frio no inverno e com menos chuva. Agora no sul do país, como as cidades Adelaide e Melbourne, é super frio no inverno (não neva) e às vezes ridiculamente quente no inverno, chegando até 46 graus Celsius. Por isso a população procura os shoppings e lugares públicos, como bibliotecas e museus para se refrescarem. Eu já fiz isso várias vezes! A distância da família também é difícil, mas estou conseguindo lidar com isso facilmente, pois já tinha ficado longe dos meus pais e familiares por algum tempo.

Agora quando o assunto é cultura... ah, é muito diferente. Nunca mais comi o tão famoso churrasco! Eles têm churrasco aqui também, mas é composto de pão, tipo pão de forma, e linguiças, mas mais parecidas com salsichas. É bom? É, mas não é a mesma coisa. Já estou até me acostumando com o fato de que algumas carnes são doces, isso mesmo, doces. E nunca encontrei feijão sem ser cozido, apenas enlatado e ainda por cima doce.

Outro fato que me surpreeendeu é a quantidade de asiáticos. Quando cheguei em Sydney, pensei que tinha chegado em outro país. Estou comendo muita comida asiática ultimamente, pois, além de ter muito amigos asiáticos, é mais barata que a australiana. Já até sei algumas palavras em chinês.

Aqui os alunos tem uma semana de férias no meio de cada semestre e as férias no final do ano e no meio são maiores. Isso é muito bom, pois dá pra conhecer lugares novos durante esse período.

A experiência está sendo ótima e acredito que com a minha entrada na universidade muitas coisas boas virão. O meu inglês está incrivelmente bom agora e estou criando novos planos para o futuro. 

 


Marcos Vinícius, Alemanha

Olá pessoal, sou Marcos Vinícius Garcia e estou aqui pra contar um pouquinho da minha experiência nestes 6 meses de estudante de intercâmbio na Alemanha. Através desta carta convido a cada um de vocês vivenciarem uma experiência como esta. Estudar na Alemanha realmente é muito mais do que eu esperava. Nestes meses vi e aprendi muitas coisas diferentes e divertidas que jamais pensei que viveria. Moro em Regensburg, uma das cidades mais antigas da Alemanha com mais de 1500 anos, e sabe-se que os romanos, por aqui já estavam. A primeira parte da experiência começou com a adaptação, que não foi muito difícil, pois a comida para mim é muito gostosa. A língua foi um grande desafio a ser alcançado, muito diferente do português e com regras que são dificilmente traduzidas (e entendidas), mas com um pouco de esforço da pra aprender bem. Moro na Bavaria e além do Alemão preciso aprender o bávaro, que é um alemão mais complicado e às vezes até engraçado :D . É claro que depois de um tempo por aqui aparece à saudade, mas nada que um Skype, ou rede social não ajude. 

Atualmente estudo em duas Universidades diferentes, na Hochschule Regensburg (conforme a foto ao lado) faço o curso de Engenharia Civil, e na outra Universidade onde estudo alemão que se chama Universität Regensburg. Por esta já passaram célebres pessoas como Joseph A. Ratzinger ex-Papa da Igreja Católica. Nos cursos de alemão tive um grande contato com pessoas do mundo todo. Fiz amigos dos mais diferentes lugares, como Portugal, Turcomenistão, Cazaquistão e Itália.

Desde quando cheguei conheci muitas coisas diferentes, como um novo modo de pensar, uma cultura com costumes muito diferentes dos nossos brasileiros. Aprendi a separar todo o lixo que produzimos (fazemos isso em todos os lugares, principalmente na minha república) e a perceber como se pode pensar de formas diferentes sobre um mesmo assunto, como no meu caso: Engenharia!

Neste semestre participei de seminários, palestras e é claro as aulas de Engenharia, que com certeza em alemão, foi uma das experiências mais interessantes. Não falo de modo algum que foram fáceis, pois isso seria mentir, mas com certeza aprendi muitas coisas importantes para a minha profissão. Um dos encontros que participei foi com o Ciências sem Fronteiras na presença do consulado brasileiro, DAAD e os outros estudantes do programa (foto ao lado), onde fomos instruídos para o funcionamento do programa entre outros assuntos. Devo e faço de coração agradecer a professora Eloisa Karolczak que me acompanhou em todo o processo, a direção da Unemat e ao atual Governo Brasileiro por me proporcionar tamanha experiência! 

Posso dizer que está sendo incrível esta experiência, e desejo que muitos outros estudantes possam vivenciar tudo isso. Abraço a todos!

 


Kênya Sodré, Portugal - 28/01/2013

O curso de Engenharia Civil do Campus Universitário de Sinop possui 03 (três) alunos participantes do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Ministério da Educação (MEC) - Governo Federal, destinado a promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Marcos Vinicius Martins Garcia, Camila Vedana e Gabriela Di Mateos Garcia foram os primeiros acadêmicos da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) a participarem do Programa.

 No intuito de compreender melhor o programa, de incentivar novas candidaturas de acadêmicos da UNEMAT e acompanhar os alunos que já estão fora, solicitamos uma entrevista com um dos alunos para entender a magnitude do programa e o valor dessa experiê ncia tanto ao acadêmico quanto à Universidade.

 A convidada de hoje é Gabriela Di Mateos Garcia que foi aprovada no programa CsF no 2° semestre de 2012, quando ainda cursava o 7° semestre de Engenharia Civil. Entenda como ela fez para se candidatar, o que chamou sua atenção e como está sendo a mobilidade internacional.

 - Um pouco sobre Gabriela, onde está estudando no momento e há quanto tempo:

Tenho 21 anos, sou estudante de Engenharia Civil na Unemat/Sinop e no momento realizo mobilidade acadêmica em Porto/Portugal na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) há 5 meses.

 - Por que você escolheu o curso de Engenharia Civil na Unemat?

Quando conclui o ensino médio, decidi que prestaria vestibular para arquitetura. Como não queria estudar em uma universidade privada e também sair de Sinop, optei por Engenharia Civil. Era o curso mais próximo do que eu queria. Com o passar do tempo, percebi que Engenharia Civil e Arquitetura eram cursos totalmente diferentes, mas com o erro veio o acerto e escolhi um curso ótimo que corresponde ao que eu gostaria de fazer profissionalmente.

 - Como ficou sabendo e como foi o processo de seleção no Programa Ciência sem Fronteiras?

Havia visto algumas propagandas na TV, mas não tinha dado muita importância, até que o reitor Adriano Silva foi à Unemat - Campus de Sinop para uma reunião com os acadêmicos e quem o estava acompanhando era a pró-reitora de Ensino e Graduação, professora dra. Ana Maria Di Renzo, que reclamava sobre número de estudantes que haviam se inscrito, dizendo que eram poucos e que a Unemat ajudaria os alunos que quisessem se inscrever. Nessa reunião, ela disse que a professora Maria Eloísa Karolczak estava coordenando a mobilidade acadêmica na universidade e disponível para conversar conosco sobre o “Ciência sem Fronteiras” e outros programas de mobilidade interna (em universidades dentro do país).

 - Você teve ajuda da coordenação do curso ou de outro setor da Universidade?

Sim, o coordenador professor dr. Flávio Crispim e o professor dr. Rogério Riva foram muito solícitos e me ajudaram escrevendo uma carta de indicação (falando sobre meu desempenho no curso), a Mirian Laco, estagiária de Engenharia Civil, me ajudou fazendo o “programa de disciplinas”, para que eu pudesse me inscrever na universidade de Portugal, o professor Rodrigo Zanin, diretor do Campus de Sinop, juntamente com o pró-reitor de Assuntos Estudantis Evaldo Ferreira ofereceram as passagens para que eu e a Camila (outra bolsista do CsF) fossemos para Brasília atrás do visto, e principalmente, a professora Maria Eloísa Karolczak que fez o possível e o impossível para aprovar minha candidatura.

 - Qual período cursava antes de viajar? A participação no intercâmbio irá alterar o período que pretende (ia) concluir o curso?

Eu entraria no oitavo semestre quando vim para Portugal, vou atrasar de seis meses a um ano a conclusão do curso já que não será possível a equivalência de todas as disciplinas do fluxograma. Por isso, optei por disciplinas que não existem na grade curricular de Engenharia Civil em Sinop e considero importantes para minha futura profissão.

 - Porque você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Brasil?

Porque é uma oportunidade única, além de ter aulas em uma universidade muito bem conceituada, convivo com pessoas de todo o Brasil, de muitos outros países (outros alunos de mobilidade acadêmica), professores e profissionais que passam muito conhecimento e informações que não teria acesso se estivesse no Brasil.

 - Como está sendo sua rotina?

Praticamente a mesma que tinha no Brasil, frequento as aulas durante a semana, faço meus trabalhos e provas da faculdade e como não estou estagiando, e tenho mais tempo livre, acabo saindo e viajando mais.

 - Até agora qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estadia no exterior?

Além de engordar? (risos) A maior facilidade é fazer amizade, aqui tem muitas pessoas do Brasil e como todos estão longe das pessoas que amam, os amigos acabam se tornando uma família. Além disso, os europeus são muito receptivos e alegres, então tudo vira motivo de festa.

A dificuldade é a distância da família e o frio (para quem era acostumada com Sinop)

 -Você está sofrendo algum choque cultural?

No início foi um pouco estranho, por mais que o idioma daqui seja português, existem algumas palavras diferentes que demorei a me acostumar (ônibus é autocarro, celular é telemóvel, e eles não usam o gerúndio... não se diz: fazendo, comendo ou falando e sim a fazer, a comer e a falar) no restante, não tive problemas.

 - Você tem/teve ou terá férias?

Tive uma semana livre (que eles chamam de “Férias de Natal”) e vai do dia 17 de Dezembro até dia 02 de Janeiro, logo depois tenho aulas novamente. Início do próximo semestre. Depois disso, só no final de Julho/começo de Agosto.

 - Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade do nosso curso da Unemat?

Estou cursando Patologia dos Materiais, Planejamento e Gestão da Mobilidade, Fiscalização de Obras e Construção com novos materiais. Dessas disciplinas somente as duas primeiras correspondem na grade de Engenharia Civil da Unemat (sendo a primeira uma eletiva que não tem sempre).

 - A bolsa que recebe do Programa CsF é suficiente para suprir suas necessidades no país em que está vivendo?

A bolsa que recebo é suficiente, lógico que não dá para sair esbanjando, mas utilizando bem o dinheiro dá até para fazer algumas extravagâncias como passeios, shows e viagens. Claro que quando preciso conto com ajuda dos pais, mas se me policiar e não viajar tanto não é preciso.

 - Como está sendo a experiência?

Incrível e única, tanto a nível social quanto profissional... Abri a cabeça e percebi como o mundo é grande. Além da diversidade cultural que é incrível. Não aprendi somente coisas relacionadas à engenharia, mas sobre história, geografia, sobre o mundo e as pessoas que o habitam.


Camila vedana, Portugal - 08/04/2013

 

- Um pouco sobre você, onde está estudando no momento e há quanto tempo:

Curso Engenharia Civil na Unemat de Sinop e estou em mobilidade acadêmica pelo CsF em Portugal na Universidade da Beira Interior – UBI na cidade da Covilhã que fica na Serra da Estrela. Estou aqui desde setembro de 2012 e ficarei até julho de 2013.

- Por que você escolheu o curso de Engenharia Civil na UNEMAT?

Primeiramente foi uma escolha baseada na oportunidade de emprego e carreira, mas com o passar do curso acabei me apaixonando pela profissão e hoje não me vejo trabalhando com outra coisa.

 - Como ficou sabendo e como foi o processo de seleção no Programa Ciência sem Fronteiras?

Já tinha visto propagandas na televisão e internet, mas conversando com amigos também interessados em intercâmbio foi que realmente busquei conhecer o programa. Eu entrei pelo processo de concorrência nacional, me inscrevi no próprio site do Ciência em Fronteiras por meio da Plataforma Lattes, a Unemat homologou minha inscrição e após alguns meses recebi o e-mail do CNPQ com a confirmação para a próxima fase, com esse e-mail eu poderia me candidatar às Universidades portuguesas e esperar ser aceita. Algum tempo depois recebi um email também do CNPQ com a aprovação da bolsa.

 - Você teve ajuda da coordenação do curso ou de outro setor da Universidade?

Tive ajuda de professores como o Professor Dr. Flávio Crispin para decidir as matérias que deveria cursar aqui e da Coordenação de Mobilidade Acadêmica da Unemat por meio da Professora Eloísa Karolczak para continuar com o processo da bolsa, tivemos apoio da Unemat também nas passagens para ir à Brasília solicitar o visto português, por meio do Coordenador do Campus Rodrigo Zanin e o Pró-Reitor de Assuntos Estudantis Evaldo Ferreira. 

- Qual período cursava antes de viajar? A participação no intercâmbio irá alterar o período que pretende(ia) concluir o curso?

Cursava o sexto semestre. Sim, como as ementas das disciplinas e a estrutura do curso são diferentes do que as do Brasil irei atrasar um ou dois semestres.

- Porque você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Brasil?

Estudar fora do Brasil sempre foi um grande sonho meu, é uma oportunidade única de conhecer novas culturas e também de engrandecimento pessoal, além de poder adquirir conhecimentos em áreas dentro da Engenharia Civil, aos quais não teria acesso pela grade da Unemat.

- Como está sendo sua rotina?

Durante o período letivo vivo para a faculdade, tenho aulas todos os dias, moro na residência da Universidade e faço minhas refeições nos restaurantes também da universidade. Como a UBI oferece várias atividades extracurriculares aos estudantes, também faço dois cursos de idioma à noite. No meu tempo livre aproveito para conhecer mais de Portugal e de outros países.

- Até agora qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estadia no exterior?

A maior facilidade foi a recepção das pessoas no meio da universidade e na própria cidade, colegas de classe, professores e responsáveis pela mobilidade todos são muito solícitos e simpáticos e sempre perguntam se estou gostando daqui.  A maior dificuldade é com certeza  a saudade da família e amigos.

-Você está sofrendo algum choque cultural?

 No início foi um tanto quanto complicado me adaptar com a comida local, alguns costumes portugueses e diferenças na lingua também, mas nada que não me acostumasse com o passar dos meses. 

- Você tem/teve ou terá férias?

Sim como aqui o ano letivo começa em setembro tive um receso de 15 dias no periodo de Natal e Ano novo e mais um também de 15 dias no início de fevereiro.

- Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade do nosso curso da UNEMAT?

Até o fim da bolsa terei cursado Vias de comunicação, Complementos de Vias de comunicação, Fundações, Obras de Terra, Impactos Ambientais, Saneamento Ambiental, Mecânica das Rochas, Geotecnia Ambiental, Hidráulica Fluvial e Física das Construções. Dessas as duas disciplinas de Vias, a de Obras de Terra e a de Fundações conseguirei aproveitar na Unemat.

-A bolsa que recebe do Programa CsF é suficiente para suprir suas necessidades no país em que está vivendo?

Sim é bem suficiente, como eu moro numa cidade menor o custo de vida é mais baixo do que o de Lisboa por exemplo.

- Como está sendo a experiência?

Realmente incrível. Estou tendo a oportunidade de conhecer pessoas de todo o mundo, fazer novos amigos, de ver neve!! rsrs e de aprender novos costumes. Dentro da Faculdade tenho acesso a uma estrutura de laboratórios impecável e a professores excelentes. Tenho a chance de observar a área da Engenharia de outra forma, pelo ângulo de um país onde toda a infraestrutura básica já está praticamente pronta e a parte da conservação tem grande importância. Também tive a oportunidade de visitar obras grandes e de inovação na área de geração de energia, enfim uma chance de aprender coisas que no Brasil estariam muito distantes de mim. 

Camila, sucesso no seu intercâmbio e obrigada pela entrevista (em nome da Unemat). 

 

Se você leitor se interessou, mande suas dúvidas para: assessoriademobilidade@unemat.br e mobilidadeacademica@unemat.br


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